Plantão Imóvel   |  Comprar  |   Alugar  |   Anúnciar Grátis

26/5/2009

Baixa renda puxa retomada dos imóveis

As medidas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e a perspectiva de recuperação do cenário econômico vêm se refletindo no aquecimento da demanda por imóveis, principalmente pelas unidades destinadas à baixa renda, o que trouxe novas perspectivas para a maior parte das incorporadoras que atuam no segmento. Na divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a PDG Empreendimentos e a MRV Engenharia elevaram suas projeções. A Gafisa e a controlada Tenda anunciaram metas para este ano. A Rossi Residencial informou que está migrando de um cenário conservador para um moderado. Algumas empresas ainda evitam falar em guidance (projeções de negócios).

O pacote habitacional foi lançado pelo governo federal em 25 de março, com início efetivo de implantação em 13 de abril. Desde o anúncio do Minha Casa, Minha Vida, as incorporadoras de capital aberto já focadas no segmento econômico - MRV, PDG, Rodobens Negócios Imobiliários e Tenda - deixaram claro que poderiam ampliar ainda mais a produção para essa faixa em decorrência do programa. Em razão do programa, a PDG revisou a projeção de lançamentos próprios em 2009 para a faixa de R$ 2,8 bilhões a R$ 3,5 bilhões. A projeção anterior era que a companhia lançaria de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões. "Devido ao plano anunciado pelo governo, nossas vendas estão bem fortes", disse o diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, ao comentar a revisão. O aumento da meta refere-se a projetos voltados para renda familiar de três a seis salários mínimos.

A MRV revisou a projeção de vendas contratadas de 2009 para a faixa de R$ 2,4 bilhões a R$ 2,9 bilhões, ante o intervalo estimado, anteriormente, de R$ 1,6 bilhão a R$ 2 bilhões. No primeiro trimestre, as vendas contratadas atingiram R$ 430,1 milhões, 26,4% acima do mesmo período do ano passado. O pacote e a redução das incertezas em relação ao rumo da economia brasileira possibilitaram que a Gafisa definisse projeções para este ano, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Alceu Duílio Calciolari.

A Gafisa projeta vendas consolidadas de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,2 bilhões este ano, incluindo as da própria companhia, da Tenda e de Alphaville. A participação da Gafisa nas vendas será de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão, da Tenda, de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,6 bilhão, e de Alphaville, de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões. Antes do acirramento da crise, a projeção de lançamentos da Rodobens em 2009 era de R$ 1 bilhão. "Com a crise, as empresas pararam de anunciar guidances. Em função do pacote, voltamos a ter expectativa de crescimento forte", disse o diretor-presidente da companhia, Eduardo Gorayeb. Em abril, as vendas da Rodobens aumentaram entre 70% e 80% em relação a março.

As vendas contratadas da Rossi caíram 10% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 283 milhões, e os lançamentos tiveram queda de 20%, para R$ 143 milhões. No primeiro trimestre, a empresa trabalhou com cenário conservador, segundo o diretor financeiro Cassio Audi. Com a recuperação das vendas, a Rossi passou a considerar um cenário moderado, em que os lançamentos em 2009 ficarão "praticamente em linha com os de 2008".

Ministério das Cidades possui três áreas para moradia na Capital

O Ministério das Cidades já tem mais três imóveis públicos para destinar a projetos de moradia popular na região central de Porto Alegre. São dois imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - um edifício e um terreno - e uma área de propriedade da Secretaria do Patrimônio da União, ligada ao Ministério de Planejamento e Gestão. Na sexta-feira passada, o ministério inaugurou o primeiro conjunto habitacional popular, oriundo da revitalização de prédio que pertencia ao INSS, localizado na avenida Borges de Medeiros, no Centro.

O Residencial Utopia e Luta, financiado pelo Programa Crédito Solidário, beneficiou 42 famílias, totalizando quase cem moradores, que devem começar a ocupar as unidades com quarto, cozinha e banheiro a partir desta semana. O imóvel passou por processo de avaliação e foi alienado para os moradores. O projeto foi contratado pela Cooperativa de Produção, Trabalho e Habitação (Copernova), vinculada ao Movimento Nacional de Luta pela Moradia de Porto Alegre.

As famílias, com renda de até três salários mínimos e que têm entre integrantes de estudantes universitários a operários, pagarão R$ 25 mil por apartamento, com juro zero. O financiamento foi contratado com a Caixa. O prazo é de 20 anos. O valor de mercado de cada unidade é estimado entre R$ 35 mil e R$ 45 mil. O ministro das Cidades, Márcio Fortes, que veio a Porto Alegre para a solenidade, disse que mais 300 imóveis públicos estão sendo avaliados em todo o País para utilização no mesmo programa habitacional.

O ministro Márcio Fortes lembrou que o Fundo de Desenvolvimento Social já estava sem dinheiro e que o novo aporte possibilitará a execução de mais iniciativas. "Os imóveis não podem ficar fechados, têm de ter objetivo social", justificou.



Fonte: Jornal do Comércio

Mais Notícias

Adicionar ao Eu curti  Adicionar ao Reddit  Adicionar ao Technorati  Adicionar ao Newsvine  Adicionar ao Digg  Adicionar ao del.icio.us  Adicionar esta notícia ao Google  Adicionar esta notícia ao Rec6  Adicionar esta notícia no Linkk

Add to Pageflakes   Add to Google Reader or Homepage      Add to netvibes
 
Adicione aos Favoritos | Fale Concosco
  Últimas Notícias
Copyright©2006 Plantão Imóvel